Nas reuniões gerais que realizamos na nossa fábrica, não por acaso chamada Ribasa – www.ribasa.com.br, sempre utilizando a nossa Filosofia como pano de fundo, eu costumo utilizar uma citação que considero importante para a compreensão da nossa proposta filosófica: “Você não consegue mudar o mundo, apenas você mesmo. Mas quando você muda, o mundo todo também muda com você!”.
Hoje mesmo podemos ler na Internet, nas chamadas principais, a reportagem que trata dos jovens que subiram a rampa do Palácio do Planalto para uma manifestação contra o aumento do salário dos políticos e a favor de um aumento maior para o salário mínimo. Este assunto já foi tema de artigo aqui no blog no último dia 17 “Você e o salário dos políticos”, e aproveitando a volta do assunto aos noticiários, quero demonstrar a forma como a Filosofia Ribasa aborda a questão, invertendo a perspectiva.
Vendo a fotografia dos estudantes sentados na rampa do Palácio do Planalto, voltei no tempo e lembrei de 1978, ano em que como estudante da PUC do Rio de Janeiro, participei ativamente das manifestações contra a Ditadura Militar. Tínhamos um comitê de coordenação que se reunia antes de cada passeata, reuniões nas quais éramos orientados sobre os procedimentos a serem adotados frente ao embate com as forças de repressão, que naquela época ainda agiam de forma ostensiva e muitas vezes violenta.
Lembro que em uma destas reuniões participaram alguns trabalhadores, que em determinado momento nos questionaram sobre a nossa postura como estudantes. Não lembro exatamente das palavras que foram utilizadas, mas jamais esquecerei o impacto do que ouvi naquele dia. Segundo os trabalhadores, apesar do nosso enstusiasmo e adesão à causa, tudo indicava que em algum momento da história nós iríamos novamente estar em posições opostas, ou seja, segundo os trabalhadores, defendendo o arrocho salarial e atuando em causa própria.
E este filme voltou a minha lembrança quando li a reportagem sobre os jovens na rampa. Eu me perguntei sobre os Petistas que estão no Congresso nesta legislatura, engravatados, e que votaram pelo aumento de seus salários em 62%, mantendo muito longe deste percentual o aumento para o salário mínimo. Quantos deles, será, estiveram engajados nos movimentos estudantis contra a ditadura nos idos de 1978? Por que será que hoje sequer aparecem na foto da rampa novamente cheia de estudantes? E, por último, quantos destes estudantes que agora subiram as rampas, no futuro estarão sentados nas mesmas cadeiras confortáveis do Congresso, planalto daqui a alguns anos, votando seus próprios absurdos aumentos salariais?
Novamente, como já escrito no artigo do último dia 17, a nossa revolta é provavelmente muito mais pela falta de oportunidade do que efetivamente oposição ao fato em si. Em outras palavras, muitos de nós se sentados nas cadeiras confortáveis do congresso, votaríamos sim pelo aumento de 62% dos próprios salários. Que o diga o Tiririca!
A Filosofia Ribasa, e isto é parte fundamental do "novo" Elefante, aquele da sala escura de que falamos no último artigo, preconiza que o foco de todo o pensamento seja referenciado a si mesmo, de forma muito direta e simples. Ainda que o mundo seja o espelho no qual devemos nos enxergar, ou seja, origem das nossas reflexões, como estas sobre os salários, é preciso que nunca deixemos de ser pessoalmente o foco do nosso pensar, refletir e agir. Devemos lembrar, como dito acima, que é mudando a nós mesmos que estaremos mudando o mundo, não só na percepção que teremos dele, mas na sua prática, estabelecendo condições para um novo padrão de conduta. Se aqueles jovens que hoje sentaram na rampa do Palácio do Planalto, assim se acostumarem a agir, certamente terão outra atitude no futuro. E o mundo será diferente.
Alguns exemplos que praticamos aqui na Ribasa:
Hoje mesmo podemos ler na Internet, nas chamadas principais, a reportagem que trata dos jovens que subiram a rampa do Palácio do Planalto para uma manifestação contra o aumento do salário dos políticos e a favor de um aumento maior para o salário mínimo. Este assunto já foi tema de artigo aqui no blog no último dia 17 “Você e o salário dos políticos”, e aproveitando a volta do assunto aos noticiários, quero demonstrar a forma como a Filosofia Ribasa aborda a questão, invertendo a perspectiva.
Vendo a fotografia dos estudantes sentados na rampa do Palácio do Planalto, voltei no tempo e lembrei de 1978, ano em que como estudante da PUC do Rio de Janeiro, participei ativamente das manifestações contra a Ditadura Militar. Tínhamos um comitê de coordenação que se reunia antes de cada passeata, reuniões nas quais éramos orientados sobre os procedimentos a serem adotados frente ao embate com as forças de repressão, que naquela época ainda agiam de forma ostensiva e muitas vezes violenta.
Lembro que em uma destas reuniões participaram alguns trabalhadores, que em determinado momento nos questionaram sobre a nossa postura como estudantes. Não lembro exatamente das palavras que foram utilizadas, mas jamais esquecerei o impacto do que ouvi naquele dia. Segundo os trabalhadores, apesar do nosso enstusiasmo e adesão à causa, tudo indicava que em algum momento da história nós iríamos novamente estar em posições opostas, ou seja, segundo os trabalhadores, defendendo o arrocho salarial e atuando em causa própria.
E este filme voltou a minha lembrança quando li a reportagem sobre os jovens na rampa. Eu me perguntei sobre os Petistas que estão no Congresso nesta legislatura, engravatados, e que votaram pelo aumento de seus salários em 62%, mantendo muito longe deste percentual o aumento para o salário mínimo. Quantos deles, será, estiveram engajados nos movimentos estudantis contra a ditadura nos idos de 1978? Por que será que hoje sequer aparecem na foto da rampa novamente cheia de estudantes? E, por último, quantos destes estudantes que agora subiram as rampas, no futuro estarão sentados nas mesmas cadeiras confortáveis do Congresso, planalto daqui a alguns anos, votando seus próprios absurdos aumentos salariais?
Novamente, como já escrito no artigo do último dia 17, a nossa revolta é provavelmente muito mais pela falta de oportunidade do que efetivamente oposição ao fato em si. Em outras palavras, muitos de nós se sentados nas cadeiras confortáveis do congresso, votaríamos sim pelo aumento de 62% dos próprios salários. Que o diga o Tiririca!
A Filosofia Ribasa, e isto é parte fundamental do "novo" Elefante, aquele da sala escura de que falamos no último artigo, preconiza que o foco de todo o pensamento seja referenciado a si mesmo, de forma muito direta e simples. Ainda que o mundo seja o espelho no qual devemos nos enxergar, ou seja, origem das nossas reflexões, como estas sobre os salários, é preciso que nunca deixemos de ser pessoalmente o foco do nosso pensar, refletir e agir. Devemos lembrar, como dito acima, que é mudando a nós mesmos que estaremos mudando o mundo, não só na percepção que teremos dele, mas na sua prática, estabelecendo condições para um novo padrão de conduta. Se aqueles jovens que hoje sentaram na rampa do Palácio do Planalto, assim se acostumarem a agir, certamente terão outra atitude no futuro. E o mundo será diferente.
Alguns exemplos que praticamos aqui na Ribasa:
- O menor salário da Empresa é de R$ 1.000,00. O maior, na mesma base, não chega a R$ 5.000,00, ou seja, menos do que 05 vezes o menor. E ano a ano estamos diminuindo esta distância;
- Não existe terceirização nem dos serviços de segurança, nem de limpeza. Apenas as refeições são feitas em restaurante conveniado ao PAT – Programa de Alimentação do Trabalhador;
- Os seguros de vida em grupo beneficiam igualmente trabalhadores, em todos os níveis, e Diretoria. Não existem diferenças.
- No nosso Plano de Participação nos Resultados - PPR, que foi elaborado com a participação efetiva dos trabalhadores, e que será implantado ainda durante o primeiro semestre de 2011, se possível, um dos pontos fundamentais do Plano garante que quanto menor o salário do colaborador, maior a participação percentual deste no bolo acumulado por todos.
Abraços
Walter
Abraços
Walter
Comentário postado originalmente no blog do uol e copiado para este
ResponderExcluirMuito interessante o teu texto que expõem este assunto de maneira clara e objetiva. Concordo quando vc diz que os manifestantes atuam em causa própria conforme lhes convém, vale pontuar que a casta política, da qual fazem parte poucos privilegiados brasileiros, que delegam em causam própria sempre. E nós brasileiros, não só os assalariados, mas tbem alguns empresários , que abrem mão de rendimentos altos em favor da saúde financeira da empresa, nos sentimos orfãos ideologicos . Eu comparo o teu comentário com a postura dos médicos dos PSFs que ficam por lá só ate conseguirem "algo melhor" , mas muitas vezes este algo melhor não vem e a população fica com um atendimento mediocre em troco de um alto salario. Porém, eu sempre acredito que seja possivel sim, fazer a diferença, e as pessoas dão a cara a tapa viram semideuses premiados por revistas,porém não fazendo nenhum milagre,estão apenas fazendo certo. E nós brasileiros, só nos resta cantar o Hino Nacional com erros...
Silvia | silvia@ribasa.com.br | 28/12/2010 08:49
Comentário originalmente postado no blog do uol e copiado para este
ResponderExcluirOlá Walter! Bom, meu amigo, o que dizer? As idéias transformam o mundo e um blog é, sem dúvida, um dos melhores meios de difundí-las na atualidade. Pensar é uma das atividades de maior dificuldade para a humanidade, mas fazer pensar é ainda mais difícil. Um abraço, um feliz Natal atrasado e um Ano Novo pleno de realizações e saúde!!
Sandro Panzera | sandropanzera@gmail.com | 29/12/2010 08:52