terça-feira, 7 de junho de 2011

Pescaria na Avenida Paulista

Como anunciado, inclusive com inserções diárias na Rádio Mundial durante a última semana, no último dia 04/06, sábado, realizamos nosso primeiro evento público sobre a Filosofia Ribasa em São Paulo, intitulado “Gotas de Vapor D’Água – Será você uma delas?”.

Depois de cinco meses de pescaria, período no qual as redes da Filosofia Ribasa foram lançadas ao mar, ou melhor, ao ar, pelas ondas da Rádio Mundial, no último sábado enfrentamos a hora da verdade, ou seja, a hora de puxarmos nossa rede para conhecermos o resultado desta pescaria.

Confesso que desde que foi feito o anúncio do evento, no programa ao vivo do último dia 28/05 e também neste blog, passei a reviver as sensações de uma experiência comum na minha infância, quando acompanhava lá nas praias de Santa Catarina os pescadores artesanais puxarem suas grandes redes. Processo longo e demorado, a arte exigia a cooperação e esforço de muitos pescadores, além da coordenação das frentes que puxavam para a praia as suas duas pontas. Retiradas das águas aos poucos, as redes iam ficando pelas areias, deixando um rastro que se desenhava com contornos de serpente. Ansiedade e curiosidade eram os sentimentos que me tomavam e eu ficava tentando adivinhar se a pesca seria exitosa ou um fracasso, e em caso de êxito, quais seriam os peixes que seriam retirados do mar.

Foi este o sentimento que experimentei durante toda a última semana, período em que a rede da Filosofia Ribasa foi sendo puxada. À medida que a data do evento se aproximava, a exemplo do que acontece na pesca de rede, fui recebendo as inscrições, simbolicamente representando aqueles peixes, que apesar de ainda não podermos identificar, ficam saltando na superfície do mar.

Apesar de extensa, a rede da Filosofia Ribasa que lançamos ao mar era de malha muito grossa. Afinal por ser uma pesca de natureza especial, buscava apenas peixes muito raros e exóticos. Por esta razão não esperávamos uma pesca de tainha, aquela em que se pode em lance de sorte, retirar até 120 mil tainhas do mar numa única puxada, justamente nesta época do ano na região de Florianópolis.

Chegado o grande dia, quando a rede da Filosofia foi trazida à praia, no Auditório da Avenida Paulista 2200, conseguimos contar 14 pessoas no evento em seus dois períodos. Alguns podem pensar que a pesca foi um fracasso, mas eu posso afirmar, com certeza, que FOI UMA GRANDE PESCARIA. Eu não poderia imaginar melhor. Todas as pessoas que compareceram ao evento, sem exceção, são muito especiais, e representaram com exatidão o perfil do público alvo para o qual foi trazida à Terra a Filosofia Ribasa.

Ao contrário do objetivo final da pesca da tainha, o resultado da primeira pesca da Filosofia Ribasa em São Paulo representou o início de um trabalho que vai nos conduzir à vida, como dito nos artigos anteriores, através da construção dos alicerces para um mundo novo. Como operários especiais que são, não qualificados para tal nas escolas do mundo atual, reunimos a primeira turma de trabalhadores, que tenho certeza, irão ajudar decisivamente nos trabalhos que serão desenvolvidos a partir de agora.

Aguardem notícias!

Walter

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