Áudio Programa na Rádio Mundial de 07.05.2011
No nosso último artigo comentamos o Casamento Real do Príncipe William com a agora Duquesa Kate. Tratamos da atração que este tipo de evento exerce sobre multidões, apontando algumas características que fundamentam e explicam esta dinâmica, estas também reconhecidas como fundamentais dentro da Filosofia Ribasa.
No nosso último artigo comentamos o Casamento Real do Príncipe William com a agora Duquesa Kate. Tratamos da atração que este tipo de evento exerce sobre multidões, apontando algumas características que fundamentam e explicam esta dinâmica, estas também reconhecidas como fundamentais dentro da Filosofia Ribasa.
Neste sentido, relembrando, tratamos da superação, a busca de novos horizontes, representada pela plebéia que se transformou em princesa. Falamos da importância do ritual, da dignidade, da atenção aos detalhes, enfim, de uma série de pontos muitos importantes.
Hoje, dentro desta mesma perspectiva, vamos trabalhar alguns aspectos práticos da Filosofia Ribasa. Vamos apresentar a forma como você pode transformar o seu mundo, não importa como ele seja, construindo assim o seu REINO.
Vamos falar de algumas ferramentas da Filosofia Ribasa e da forma como você aplicá-las no seu dia a dia. Mas tudo isto, caro leitor, partindo da perspectiva de que você, após ter ouvido os programas ou lido os artigos deste blog, ou mesmo baseado em sua experiência de vida, já esteja decidido a caminhar rumo a um novo patamar de existência, um novo estado de ser no caminho do espírito.
Quanto a esta decisão, tão importante, quero citar o livro A LINGUAGEM DOS PÁSSAROS (1987 Editora Attar), do poeta místico persa Farid ud-Din Attar, escrito no século XII, que apresenta a história de pássaros, de várias espécies, que se reúnem e debatem sobre a possibilidade de empreenderem uma longa caminhada rumo ao SIMORG, apontado como um rei, mas na verdade um novo estado de ser. É interessante perceber que em boa parte do livro, em que é apresentada a reunião que precedeu o início da jornada, cada espécie, relutante, apresenta suas dúvidas e também desculpas para não seguir na longa e difícil jornada. São desculpas e razões as mais diversas, com as quais certamente também podemos nos identificar. Portanto, se você ainda não se decidiu pela caminhada, sugiro que leia este livro.
De qualquer forma, assim como no livro, para esta etapa da viagem, eu parto do princípio de que você caro ouvinte, já conseguiu superar os seus apegos iniciais, as suas dúvidas, enfim, tudo aquilo que o impedia potencialmente de iniciar esta jornada, tendo tomado a decisão de transformar sua vida em ferramenta para a caminhada do seu espírito.
Lembro que nada pode substituir esta decisão pessoal, afinal, o trabalho que estamos propondo para um novo estado de ser, para um novo patamar de existência, é algo essencialmente de caráter interior. Ninguém e nada substituirá o seu caminhar. E como já dito, neste caminho não existe barganha, não existe atalho para o seu destino, com exceção da misericórdia divina, esta sempre necessária. E outra coisa importante, durante a caminhada não existirá reconhecimento exterior, qualquer tipo de mérito ou diploma que seja fornecido por qualquer pessoa ou escola, de qualquer natureza. Você apenas terá que caminhar e exercitar suas aptidões e habilidades, durante muito tempo. Até o momento em que você vai perceber, repentinamente, como que fruto de um milagre, que algo mudou em você, que você chegou a novo patamar. E você saberá. Você viverá uma certeza que você nunca experimentou anteriormente, algo que ninguém poderá tirar de você, independentemente do que venha a acontecer no seu futuro.
Quanto tempo demora a caminhada? Não posso assegurar e nem estimar, mas esta também não deve ser a sua preocupação, pois se você tirar o foco do seu caminhar, de cada passo, razão pela qual falamos da preocupação com os detalhes, você dificilmente chegará. Em resumo, preocupe-se com o caminhar e não com o destino. Que o caminhar, de acordo com os preceitos corretos, seja a sua única ocupação.
Pois bem. Ainda que você possa não estar consciente desta dimensão, o fato é que você veio para este planeta, desta vez e também das outras vezes, se você acredita em reencarnação, para empreender esta caminhada. A coisa funciona como naqueles programas de aventuras na televisão, em que um grupo de pessoas é deixado no meio da selva com um kit de sobrevivência tendo como missão atingir determinado objetivo.
Da mesma forma estamos aqui na Terra com o nosso kit viagem, composto de um lado pela nossa vida, ou seja, nós mesmos com todas as dádivas e capacidades que recebemos, e de outro, as circunstâncias que vamos encontrando pelo caminho, estas sempre e exatamente aquelas de que necessitamos para seguir em frente. Portanto, neste sentido da exatidão do que necessitamos, aprenda a apreciar e não reclamar da vida, do que ela oferece a você. Distrações, obstáculos também não vão faltar, serão muitos, constituindo os fatores que podem nos manter empacados.
Desta forma, diante deste desafio, é grande o número de pessoas que desperdiçam o seu kit viagem, até que ao final do tempo da aventura, que é a duração das nossas vidas por aqui, descobrem que não chegaram a lugar algum, ou seja, não atingiram o objetivo e não cumpriram suas missões. E mais, acabam descobrindo que muitas coisas que consideravam ser importantes, focos de atenção de suas vidas, eram apenas miragens, meras ilusões.
Como já afirmamos, é o mundo que deve servir nosso espírito e não nosso espírito servir o mundo, como acontece atualmente. Isto significa que nada pode ser mais importante na sua vida, caro leitor, do que o seu crescimento espiritual, que é a caminhada, a missão da sua vida. Portanto, estudar, trabalhar, se relacionar, ter filhos, enfim, toda sua vida, inclusive os pequenos momentos aos quais você não dá importância, tudo deve estar referenciado à sua caminhada espiritual. E isto depende de você, da sua decisão. Como dito no último programa, tudo que vivemos pode ser trabalhado a partir de duas perspectivas, uma que nos puxa para cima, que é o que estamos propondo, e outra que nos puxa para baixo, que é o que queremos superar.
Mas então qual é a nossa missão? A escada sobre a qual comentamos no artigo do dia 23/04, que é mostrada na capa do livro Mutus Liber, o Livro Mudo da Alquimia, resume nossa missão. Temos que superar o que somos subindo a escada que leva à construção do que ainda não somos, um estado de ser para o qual, no entanto, já temos todas as sementes plantadas dentro de nós.
A nossa missão reside na superação das nossas forças psíquicas ancestrais, que ainda dominam quase que toda nossa vida, inclusive determinando nossa visão, percepção e entendimento sobre o que é viver, o que é o mundo. E esta superação consiste em construir sobre esta base das forças psíquicas ancestrais, uma nova dimensão de ser, esta de caráter essencialmente espiritual, que é o novo patamar de existência do qual a Filosofia Ribasa trata.
E como funciona isto na prática?
Inicialmente, como já afirmado, vamos transformar nosso dia a dia em um grande laboratório alquímico. Alquímico, relembrando, porque estaremos trabalhando na perspectiva de que o nosso fazer, nossas experiências no mundo, além de terem o poder de alterarem o próprio mundo, também serão trabalhadas na perspectiva da nossa transformação interior, visando o nosso crescimento espiritual, ou seja, elas serão vividas com duplo sentido, um para fora e outro para dentro. Lembrando novamente que quando mudamos interiormente, ou seja, espiritualmente, mudamos o que está fora também, no sentido da perspectiva. Assim, na medida em que caminhamos e crescemos no mundo espiritual, nossa percepção sobre o mundo, nossa visão dele, e da própria vida vai mudando radicalmente.
O trabalho será o de construir o novo sobre o velho. Mas o que é o velho e o que é o novo em nós. O velho em nós é tudo que está ligado ao nosso passado, a nossa ancestralidade. Como dito, o estágio atual de desenvolvimento humano exige uma nova perspectiva frente a tudo que somos e aprendemos durante nossa caminhada histórica como humanidade, pois a manutenção da perspectiva passada, que domina o mundo atual, tem nos levado a uma situação insustentável no planeta. Como diz o ditado: CONHECERÁS UMA ÁRVORE PELOS SEUS FRUTOS, ou seja, se hoje os frutos da nossa humanidade, neste caso a ÁRVORE, não são positivos, precisamos mudar a perspectiva desta, ou seja, temos que encontrar novo patamar, nova perspectiva para nossa existência. E voltando a um artigo anterior, não se trata mais de melhorar a VELA como falamos em outro programa. Necessitamos de um salto qualitativo, rumo à lâmpada, à energia pura. Não estamos falando de uma mudança, mas sim de uma revolução.
Mas o que é o velho mesmo? É tudo aquilo que em nós é pequeno, estando relacionado ao nosso fazer e, portanto, ao nosso poder, este quando exercido unicamente na perspectiva do nosso interesse próprio, egoísta.
Vamos fazer uma lista do que é velho em nós, de atitudes, sentimentos e emoções que precisamos deixar para trás: arrogância, vaidade, ciúmes, ganância, volúpia, luxúria, ira, raiva, ódio, orgulho, inveja, soberba, egoísmo, megalomania, possessividade, decepção, irritação, mau humor, mesquinhez, impaciência, preguiça, insolência, má vontade, incompreensão, injustiça, crítica, individualismo, apego. Enfim, uma lista que ainda muito maior que esta, representa o negativo em nós, as forças que nos impulsionam a buscar unicamente a realização das nossas necessidades menores, aquelas ditadas pela visão estreita e limitada das nossas forças psíquicas ancestrais.
E do outro lado, o que é ou deve ser o novo em nós? Quais as atitudes, sentimentos e emoções, que quando exercitados no nosso dia a dia, devem nos conduzir a um novo patamar de existência? Aqui vão alguns deles: humildade, altruísmo, solidariedade, compreensão, tolerância, desapego, justiça, sacrifício, boa vontade, paciência, nobreza de espírito, perdão, doação, entendimento, bom humor, harmonia, serviço. Enfim, também uma longa lista.
Estas são as duas perspectivas que precisam ser trabalhadas. Na verdade, uma será construída sobre a outra, o positivo sobre o negativo. Um trabalho difícil, pois habituados que estamos a viver dentro da perspectiva menor das nossas vidas, ainda que tenhamos mil justificativas para fazê-lo.
Portanto, e este é o mote da metodologia que estamos propondo aqui, este trabalho de transformação, de construção, constitui desafio próprio de soberanos, reis e rainhas. O que propomos então é que você assuma a sua realeza, pois considerando que a mudança que estamos colocando como desafio tem que se dar basicamente e exclusivamente a nível interior, é preciso que o mundo todo, aquele em que você vive, passe a ser encarado como o seu reino, um reino que terá que ser SERVIDO por você e não servir você.
E o que isto significa Hoje cada um de nós é uma verdadeira máquina de reagir. Para tudo que acontece na nossa vida, temos uma reação. As circunstâncias, as pessoas desencadeiam em nós reações quase que automáticas, na maior parte das vezes negativas, cujas consequências passam a dominar e determinar a direção dos nossos atos, da nossa vida no dia a dia. Assim, se alguém corta nossa frente no trânsito, esbravejamos e nos vemos tomados de ira. Se alguém tira o que é nosso ou presumivelmente nosso nos revoltamos, se não fazem o que achamos devido nos decepcionamos, enfim, estamos sempre reagindo automaticamente, normalmente dentro de uma perspectiva negativa, a perspectiva da TIRANIA, ou seja, do poder exercido na perspectiva egoísta.
E mais, exatamente aquelas coisas que tanto nos incomodam nos outros, características ou atitudes, quando presentes em nós ou praticados por nós, não nos incomodam na mesma proporção, as vezes de forma alguma. Para tudo que fazemos, temos justificativa. Assim, se somos corruptos é porque ninguém reconhece o nosso valor, se traímos alguém é porque o traído não sabia nos valorizar, se enganamos as pessoas é porque elas merecem. Enfim, analise com calma caro leitor e você verá que do seu ponto de vista, VOCÊ SEMPRE TEM RAZÃO, ALGUMA BOA RAZÃO QUE JUSTIFIQUE AS SUAS ATITUDES, EXATAMENTE AQUELAS QUE VOCÊ TANTO CONDENA NOS OUTROS.
A dica para mudar esta tendência tão forte dentro de cada um de nós, é perceber que trabalhar na dimensão do espírito significa trabalhar na perspectiva do outro, do SERVIR AO PRÓXIMO, que é a dimensão da realeza exercida com espírito soberano. E aí lembramos novamente do que Jesus Cristo nos ensinou sobre o AMOR – AMA O TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
Para a Filosofia Ribasa trabalhar na perspectiva do AMOR é justamente trabalhar na perspectiva da REALEZA, aquela dos soberanos que trabalham na perspectiva de atender às necessidades de seus súditos, trabalhando para o crescimento destes. Não importa que eles não saibam, não entendam ou não estejam prontos. Não importa o que eles façam, o soberano sempre está acima disto, na MONTANHA, tendo a paciência e sabedoria, enfim, todas as habilidades necessárias para trabalhar com seus súditos, para a promoção e crescimento destes.
Portanto, o que estamos propondo é que você a partir de hoje, de agora, deste momento, assuma o seu espírito de soberano, rei ou rainha, passando a agir como tal. Para tudo que você fizer, para cada sentimento seu, para cada atitude, enfim, para toda sua vida, no seu menor detalhe, pergunte-se sempre se o que você está fazendo é característico do que faria um soberano, ou seja, algo positivo do ponto de vista do seu súdito.
Muitas vezes depois de agir você perceberá que sua atitude, seu sentimento e sua emoção foram mesquinhos, menores, negativos. Para mudar este cenário de atraso, aplique a técnica do SINO DA VACA. Sendo a vaca a representante do seu mundo negativo, aquele que você quer superar, a técnica consiste em pendurar um sino, um aviso neste seu mundo negativo. Pois assim funciona em você. Quando algo acontece, aos poucos o negativo vai surgindo e você é dominado por ele. Portanto, o objetivo é que você coloque o sino na vaca para que possa perceber a aproximação do negativo e assim evitar que ela domine o seu ser. No início será difícil, você ouvirá o barulho do sino apenas após o negativo tomar conta de você. Mas aos poucos você vai aprender a ouvi-lo antes da vaca se aproximar, mesmo antes de vê-la no pasto, ou seja, o cenário de que está acontecendo. E assim você vai conseguir evitar que o negativo chegue, mudando a perspectiva da sua reação.
Nesta nova perspectiva não se esqueça de adotar aquelas atitudes fundamentais, próprias da realeza, que devem compor o cenário do seu existir: dignidade, serenidade, atenção aos detalhes, ritual, grandeza de espírito.
Faça a experiência a partir de agora. Você está nomeado REI ou RAINHA, não importa se homem ou mulher. Mas não se assuste, se você perceber que esta é uma tarefa muito pesada e difícil. Se assim for, diminua o tamanho do seu reino. A qual tamanho? Você deve reduzir o seu reino ao tamanho do que você pode administrar dentro da perspectiva positiva da realeza. Foi por esta razão que em um dos nossos primeiros artigos eu apresentei a proposta da alquimia quântica, em um reino restrito, falando em arrumar o quarto, lavar e passar roupa, lavar e secar a louça, enfim, atividades que você pode administrar dentro da perspectiva positiva do seu ser.
Mas novamente, não importa o tamanho, o fato é que você precisa encontrar e determinar o seu reino, o início do seu trabalho. Um espaço no qual você será SOBERANO, positivo o tempo todo. A partir deste espaço e desta experiência, que pode ser restrita inicialmente, você vai contagiar aos poucos o restante da sua vida, este é o desafio, expandindo as fronteiras do seu reino até o limite do mundo, mesmo que seja trabalho anônimo.
Quando expandido, um dia você verá que já vive em outro mundo, naquele novo patamar de existência de que temos falado. E neste, a realidade é totalmente diferente daquela que você conhece atualmente, algo que não pode ser traduzido em palavras, pois é um estado de ser diferenciado.
Mãos a obra!
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