terça-feira, 17 de maio de 2011

O Poder, o Dinheiro, o Sexo e os Khan Kahn

Acostumado a escrever apenas uma vez por semana, por força das circunstâncias estou sendo obrigado a sair da rotina em edição extraordinária, já que não posso perder a oportunidade. Vamos lá!

Em 2002 um estudo revelou que 8% da população que ocupa atualmente a região da antiga Mongólia, o que corresponderia a 0,5% da população mundial, são descendentes de Gengis Khan, o famoso bárbaro mongol que construiu o maior império da história humana. Para corroborar esta tese um segundo estudo, este de 2007, apontou que dos atuais mongóis, 34,8% são descendentes diretos de Gengis Khan.

Nesta semana, provavelmente também por se imaginar descendente do poderoso mongol, a tentativa de reedição dos feitos do Khan original custou ao Gerente do FMI, o Francês Dominique Strauss Kahn, uma estadia no xilindró, este muito aquém, em conforto, quando comparado à suíte de US$ 3.000,00/dia que ele ocupava no Hotel Sofitel em Nova York até quando da sua prisão, que se deu, é bom lembrar quando ele já esticava suas perninhas na primeira classe do avião que o levaria para Paris. Não deu tempo nem de comer o seu caviar.

Mas o paralelo entre os Khan Kahn não para por aí. Ambos, tanto o mongol quanto sua reedição moderna, foram Imperadores que desfrutaram de um PODER incomensurável, mesmo que de natureza um pouco diversa. Mas quanto ao tamanho dos seus reinos, ou seja, os povos que foram subjugados pelo alcance de seus poderes,  a disputa é acirrada. Afinal, o atual, por ser o chefão do FMI – Fundo Monetário Internacional, estendeu o seu poder, este de caráter financeiro, sobre boa parte do mundo. Ah se o vovô Khan tivesse todo este poder além do da sua espada. Neste caso, acredito que provavelmente muito maior seria o percentual dos seus descendentes.

Afinal, como tenho afirmado, o exercício da realeza, entenda-se PODER, na sua vertente TIRÂNICA, voltado para interesses próprios e não de seus súditos geralmente acaba em desgraça. E quando este PODER vem alicerçado pelo PODER FINANCEIRO o efeito é multiplicador, catapultando seus Imperadores a um patamar acima dos pobres mortais.

Mas convenhamos que ninguém é de ferro. O Kahn moderno, além do exaustivo trabalho que realiza para aumentar a sua deidade, movido pelas suas forças psíquicas ancestrais, assim como seu homônimo do passado, tem também que atender suas necessidades mais básicas, vamos assim dizer. E para tal, tudo presume, ele lança mão do seu PODER sobre os pobres mortais, no caso, representados pela Camareira do Hotel em Nova Iorque, uma imigrante africana, fato que certamente a diminuiu frente ao mongol.

Vestido como veio ao mundo, de espada em punho, figurativamente, sem consulta prévia ou qualquer tipo de aquiescência, coisa dispensável para PODEROSOS TIRANOS, ele partiu para o ataque, certo de que seria bem sucedido e impune. Mas em território não tão amigo, simplesmente não percebeu que estava dentro do país mais casto, correto e ético do mundo, os Estados Unidos da América. E assim termina sua carreira de glória.
Na Europa seu reino fica atônito. Afinal, Portugal, Grécia e outros países esperavam com ansiedade pela sua intercessão PODEROSA, para assim poderem contar com vultuosos empréstimos destinados a tirá-los das crises em que se encontram afundados. De fato, o barco afundou!!!

Do passado, prontamente vozes se levantaram testemunhando contra outros episódios perpetrados pelo apetite sexual voraz do mongol. Mas logo, como não poderia deixar de ser, surgiram outras afirmando ser ele apenas um pobre doente que precisa de tratamento urgente. Não enxergam ou não querem enxergar que na tirania, que também nos toma de assalto, estas práticas são totalmente normais, mesmo que normalmente em grau bem menor de arrogância. Pecaram as vítimas do passado que ao silenciarem diante do PODER KAHN fazendo-o acreditar-se acima do bem e do mal.

Mas ele vai sair desta, ainda que a Juíza não tenha aceitado a oferta de pagamento de fiança de US$ 1 milhão. Durona ela!

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